Se você já passou pela angustiante experiência de chegar na prova e ter aquele famoso “branco” justamente na matéria que estudou há três semanas, saiba que não está sozinho. A boa notícia? Existe uma solução científica e comprovada para esse problema: o Anki. Esse software gratuito revolucionou a forma como milhares de concurseiros e estudantes da OAB memorizam conteúdos, usando um método chamado repetição espaçada. Imagine ter um assistente pessoal que sabe exatamente quando você precisa revisar cada informação para nunca mais esquecê-la. É exatamente isso que o Anki faz, e neste guia você descobrirá como dominar essa ferramenta poderosa.
O que é o anki e por que ele é diferente de tudo que você já tentou
O Anki não é apenas mais um aplicativo de flashcards bonitinho. É um sistema inteligente baseado em décadas de pesquisa sobre como nosso cérebro realmente aprende e retém informações. O nome vem do japonês e significa “memorização”, mas a magia está no algoritmo que calcula com precisão matemática quando você está prestes a esquecer algo.
Funciona assim: toda vez que você revisa um cartão, o programa avalia sua dificuldade em lembrar da resposta. Se foi fácil, ele programa a próxima revisão para daqui a alguns dias. Se foi difícil, você verá o cartão novamente em breve. É como ter um personal trainer da memória, que sabe exatamente quanto “peso” sua mente aguenta em cada momento.
Para concurseiros, isso significa o fim daquela sensação frustrante de estudar algo hoje e esquecer completamente na semana seguinte. Você sabe aquela matéria de Direito Constitucional que estudou há dois meses? Com o Anki, ela estará fresquinha na sua memória no dia da prova, sem precisar reler o livro inteiro.
A diferença brutal em relação aos métodos tradicionais é a eficiência. Enquanto na revisão convencional você perde tempo relendo coisas que já sabe bem, o Anki foca sua energia mental apenas no que realmente precisa de reforço. É a diferença entre estudar mais e estudar melhor.
Como criar cartões matadores para concursos e oab
Criar bons cartões no Anki é uma arte, e dominar essa arte pode ser a diferença entre passar ou ficar para a próxima. A regra de ouro é simples: um cartão, uma informação. Nada de transformar seus cartões em apostilas digitais, porque isso simplesmente não funciona.
Vamos aos exemplos práticos. Em vez de criar um cartão gigante com “Quais são os princípios da Administração Pública?”, quebre em cartões menores:
- Frente: Qual princípio da Administração Pública está relacionado à divulgação dos atos? Verso: Publicidade
- Frente: Complete: Os princípios da Administração Pública formam o acrônimo L______ Verso: LIMPE (Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade, Eficiência)
- Frente: Em que artigo da CF/88 estão os princípios da Administração Pública? Verso: Art. 37
Para matérias com muitos números e prazos, como Processo Civil ou Penal, use técnicas de associação. Por exemplo:
| Tipo de Cartão | Exemplo |
| Prazo simples | Prazo para contestação no procedimento comum: ___ dias úteis (Resposta: 15) |
| Comparação | Prazo para agravo de instrumento é ___ dias, enquanto para apelação é ___ dias (Resposta: 15 e 15) |
| Pegadinha | VERDADEIRO ou FALSO: O prazo para embargos de declaração é de 3 dias (Resposta: FALSO – 5 dias) |
O segredo está em criar cartões que simulem o tipo de cobrança da sua banca. FCC adora literalidade da lei? Faça cartões com o texto exato. Cespe gosta de pegadinhas? Crie cartões “certo ou errado” com as cascas de banana mais comuns.
Estratégias avançadas de revisão que vão turbinar seus estudos
Agora que você já sabe criar cartões eficientes, vamos falar sobre como extrair o máximo do Anki. A primeira dica de ouro: consistência vence volume. É melhor revisar 30 minutos todo dia do que fazer maratonas de 4 horas uma vez por semana.
Configure seu Anki para mostrar no máximo 20 cartões novos por dia. Pode parecer pouco, mas lembre-se: esses cartões voltarão para revisão, e em algumas semanas você terá centenas de revisões diárias. É melhor crescer de forma sustentável do que criar uma avalanche que vai te soterrar.
Use a técnica do “Anki Sandwich”: comece o dia com as revisões (quando sua mente está fresca), estude material novo no meio do dia, e termine criando novos cartões à noite. Isso cria um ciclo virtuoso onde você sempre está consolidando o que aprendeu.
Para questões de prova, crie um baralho específico chamado “Questões Comentadas”. Cada cartão deve ter:
- A pergunta completa na frente
- A resposta correta no verso
- Uma breve explicação do porquê as outras alternativas estão erradas
Um truque poderoso é usar tags para organizar seus cartões por assunto, dificuldade e banca. Assim, na reta final, você pode focar apenas nos cartões marcados como “difícil” ou “FCC” se for o caso da sua prova.
Não negligencie o poder dos complementos (add-ons) do Anki. O “Heatmap” mostra visualmente seus dias de estudo, criando uma corrente motivacional. O “Image Occlusion” é perfeito para memorizar fluxogramas e mapas mentais, muito comuns em Direito Processual.
Integrando o anki na sua rotina de estudos sem pirar
O maior erro dos iniciantes é tentar substituir todo o estudo tradicional pelo Anki. Calma lá, jovem padawan! O Anki é um complemento poderoso, não um substituto para a compreensão profunda da matéria.
A fórmula ideal segue a proporção 70-30: 70% do seu tempo em estudo ativo (leitura, videoaulas, resolução de questões) e 30% no Anki consolidando o que aprendeu. Pense no Anki como o “fechamento” do seu ciclo de aprendizado.
Crie rituais que tornem o Anki inevitável. Alguns concurseiros de

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